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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E-mail
Escrito por Federica Galli e Vincenzo Guidetti   

INTRODUÇÃO

Uma avaliação correta e completa das cefaléias de origem pediátrica exige uma contextualização em múltiplos níveis que considere todos os fatores orgânicos e psicológicos que influenciam as crises de cefaléia. O propósito desse capítulo é apontar os elementos básicos da avaliação psicológica a todos aqueles que tratam a cefaléia infantil, considerando a multiplicidade de fatores psicológicos que demandam atenção no processo de avaliação.

Nas doenças infantis, o envolvimento de fatores somáticos e psicológicos parece ser mais a regra do que a exceção, em termos de uma modulação recíproca das duas dimensões, mesmo quando não se considera a questão da relação de causa e efeito dessa modulação.

Um estudo com crianças atendidas em um ambulatório geral mostrou que somente 12% apresentavam doenças exclusivamente físicas, 36% apresentavam problemas puramente psicológicos e em 52% havia uma clara interação de ambos os aspectos (1).

Estudos desenvolvidos em serviços pediátricos mostraram que uma minoria dos pacientes tinha somente doenças físicas, enquanto que a maioria tinha uma combinação de problemas físicos e psicológicos (1, 2, 3, 4, 5, 6). Os problemas psicológicos encontrados nas consultas realizadas por pediatras parecem exceder o número daqueles encontrados conjuntamente por psicólogos e psiquiatras (3). No entanto, menos de 1% dos pacientes atendidos por pediatras são encaminhados para serviços de psicologia ou psiquiatria (7).

Por outro lado, pesquisas em psicopatologia da infância e adolescência referem-se às “queixas somáticas” (principalmente “dor abdominal e cefaléia”) apenas como sintomas concorrentes em jovens pacientes psiquiátricos. Outros estudos mostram que adultos com problemas psicológicos mais freqüentemente procuram atendimento médico primário do que serviços especializados em saúde mental (8, 9, 10).

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