


| ANAMNESE DA CRIANÇA COM CEFALÉIA |
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| Escrito por Marco A. Arruda | |||
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INTRODUÇÃO O diagnóstico das cefaléias depende fundamentalmente das informações dadas pelo paciente sobre a sua dor. Este aspecto semiológico, eminentemente clínico, justifica as dificuldades encontradas no diagnóstico das cefaléias na criança, sobretudo nas mais novas, por suas naturais limitações para a descrição de sintomas. A anamnese das cefaléias na infância apresenta numerosas particularidades referentes à obtenção das informações. Interroga-se a criança ou seus pais? Qual a confiabilidade das informações obtidas indiretamente? Devemos utilizar interrogatórios estruturados? As dificuldades da anamnese, aliadas às peculiaridades das cefaléias nesta idade evolutiva, exigem perícia e curiosidade “sherloquianas” do médico examinador. Arruda e colaboradores (1), estudando um grupo de crianças com diagnóstico clínico-intuitivo de migrânea (sem o auxílio de critérios diagnósticos operacionais), testaram a positividade de vários critérios já propostos para o diagnóstico da migrânea na infância, entre eles os da IHS (1988) (2). Os autores observaram que as crianças que não preenchiam os critérios diagnósticos, a despeito de um diagnóstico clínico-intuitivo de migrânea, apresentavam médias de idade e de tempo de evolução da cefaléia inferiores às das crianças que preenchiam todos os critérios testados. Concluíram que quanto mais nova a criança e menor o tempo de evolução da sua cefaléia, maiores as dificuldades para o diagnóstico. Clique no linque ao lado e baixe o conteúdo completo para seu computador
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MANUAL PRÁTICO PARA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS CEFALÉIAS
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS: TEORIA E PRÁTICA
Dr. Wilson Farias da Silva Prof. Titular e Docente Livre de Neurologia da UFPE
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