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EPIDEMIOLOGIA E-mail
Escrito por Liselotte Menke Barea e Ricardo Santin   

INTRODUÇÃO

A cefaléia é um sintoma muito freqüente na população infanto-juvenil e tem considerável impacto sobre sua qualidade de vida.

Durante o atendimento de uma criança com cefaléia, o médico deve primeiramente diferenciar entre uma patologia primária ou secundária, sendo essencial conhecer as características clínicas e a epidemiologia das cefaléias para após estabelecer a conduta terapêutica.

Embora a cefaléia seja uma condição com milênios de história desde a sua primeira descrição (3000 AC) e com extensa investigação no século 20, o estudo da epidemiologia das cefaléias primárias teve seu grande impulso nas últimas duas décadas (1, 2, 3).

A dor é considerada como uma experiência sensorial e emocional desagradável, relacionada a dano tecidual real ou potencial, ou descrita em termos deste tipo de dano (4). A intensidade e o significado da dor variam conforme a situação, com as experiências pessoais prévias, bem como com a etnia. Para a criança, um indivíduo em pleno desenvolvimento, sujeito a inúmeras modificações biológicas, psicológicas e sociais, o fenômeno álgico deve ser compreendido e interpretado dentro deste contexto global. A modulação individual do estímulo doloroso e a percepção subjetiva da dor se tornam possíveis a partir da integração de vias aferentes sensitivas, da formação reticular e do sistema límbico. Essas conexões constituem a base neurofisiológica para a compreensão do estreito elo de ligação entre dor e alterações psicológicas, bem como da influência dos fatores psíquicos e experiências prévias sobre a percepção dolorosa.

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JORNAL NACIONAL Sábado, 24/10/2009 Neurologista da Sociedade Brasileira e Cefaleia afirma que brasileiros possuem mais dores de cabeça do que americanos e europeus. O Sudeste possui a maior quantidade de pessoas com enxaqueca.
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